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Usando tecnologia blockchain em perus

ASCM CEO

Friday November 24, 2017


Ontem foi Dia de Ação de graças nos Estados Unidos e, para comemorar, muitas famílias em todo o país desfrutaram de um banquete que, quase certamente, incluiu peru. Fiquei surpreso ao saber recentemente que lá em 1621, quando os peregrinos e nativos americanos desfrutaram do primeiro Dia de Ação de graças, eles comeram fartas porções de veado, e podem não ter comido peru algum.

Um avanço rápido para 2017, quando o gigante agrícola Cargill está testando blockchain em seus perus nesta época festiva. De acordo com o Wall Street Journal, a Cargill tem como objetivo permitir que os clientes que consomem a marca Honeysuckle White da empresa rastreiem os perus da loja até a fazenda que os criou.

O blockchain "estrutura os dados em uma série de registros que não podem ser alterados ou removidos", Jacob Bunge escreve para o jornal. "Os dados baseados em nuvem podem ser compartilhados em uma rede de computadores e adicionados de forma segura por diversos participantes."

Bunge relata que as empresas de alimentos estão especialmente interessadas na tecnologia blockchain para localização e rastreamento mais eficientes. Atualmente, elas devem contar com registros mantidos em vários sistemas de software e, às vezes, em forma de papel. A tecnologia blockchain possibilitaria dados padronizados e imediatos entre fornecedores de ingredientes, fabricantes de alimentos, distribuidores, varejistas e empresas de serviços alimentícios.

 "Está trazendo a cadeia de suprimento digital para a vida", disse Debra Bauler, Diretora de Informações do negócio de proteínas norte-americano da Cargill, no Wall Street Journal.

Não são apenas as empresas alimentícias que buscam a tecnologia blockchain. Alguns especialistas afirmam que o blockchain poderia se tornar um princípio básico de todas as cadeias de suprimentos. Considere “Blockchain: Harnessing Data, Enabling the Future IoSC [Internet of Supply Chains]” [Blockchain: Aproveitamento de dados - Possibilitando a futura IoSC (Internet das Cadeias de suprimento)] postado no mês passado no blog Thinking Supply Chain, da APICS. Os autores Lars Magnusson, Thomas Gaal, e Ray Ernenwein sugerem que blockchain é a tecnologia que possibilita a IoSC.

 "Dentro de um blockchain, as transações são armazenadas cronologicamente em um registro digital local. O registro não existe em apenas um lugar. Em vez disso, existem cópias e estas são atualizadas simultaneamente com todas as entidades plenamente participantes no ecossistema", escrevem Magnusson, Gaal e Ernenwein. "O conjunto mais recente de transações é conhecido como bloco e cada bloco é colocado em hash e vinculado a blocos anteriores. A natureza distribuída e interconectada dos blocos é o que permite que os dados formem uma cadeia imutável."

No entanto, há alguns desafios para esta nova tecnologia. Magnusson, Gaal, e Ernenwein apontam para a falta de plataformas de solução blockchain. Ainda mais urgente é a segurança de dados neste ambiente de negócio verdadeiramente conectado em rede. No entanto, os especialistas estimam que os benefícios superarão os desafios. O teste da Cargill com sua marca de peru Honeysuckle White pode ser a primeira interação dos consumidores com o blockchain e vai muito além dos sonhos mais selvagens dos peregrinos, mas a tecnologia provavelmente se espalhará rapidamente entre as cadeias de suprimentos. 




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