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Superando os problemas de rastreamento

ASCM CEO

Friday March 10, 2017


APICS-Supply-Chain-Management-Now

O rastreamento de produtos é um desafio constante para muitos profissionais da cadeia de suprimentos. Frank Yiannas, vice-presidente de segurança alimentar na Wal-Mart Stores, compartilhou com o The New York Times os desafios de rastreabilidade ao monitorar movimentos de produtos do produtor até as prateleiras. Esta tarefa torna-se especialmente importante ao identificar ingredientes suspeitos durante surtos de salmonela, segundo ele. Para abordar as preocupações de Yiannas, a IBM propôs à Wal-Mart Stores uma solução digital intrigante, o blockchain, que pode tornar este processo muito mais fácil.

Você pode ter ouvido falar de blockchains como o recurso de contabilidade digital que mantém o controle das transações realizadas com a moeda digital Bitcoin. Blockchain é um recurso de contabilidade peer-to-peer hospedado em uma rede descentralizada. Isto significa que não há uma autoridade central controlando o sistema. Em vez disso, os usuários têm suas próprias cópias do recurso de contabilidade e executam algoritmos para confirmar novas transações. Se alguém tentar criar uma transação fraudulenta ou apagar uma transação existente, os outros usuários saberão e poderão rejeitar a alteração. Desta forma, os usuários essencialmente policiam o sistema e criam um registro seguro das transações. Por outro lado, se a transação faz sentido quando comparada com operações anteriores, ela é adicionada ao registro para que todos possam ver.

A IBM está se esforçando para colocar a si mesma e aos seus produtos na vanguarda das soluções de blockchain para a cadeia de suprimentos. A empresa já reuniu 400 clientes, incluindo a Wal-Mart Stores, que estão testando a tecnologia, e dedicou 650 de seus próprios funcionários à plataforma. Mas a parceria com a Wal-Mart é o maior teste de blockchain da IBM até o momento.

Em outubro do ano passado, a Wal-Mart começou a usar a tecnologia para rastrear um item alimentício embalado nos EUA e carne de porco da China, de acordo com a Bloomberg. Embora o teste original tenha se concentrado somente em dois produtos, isto envolveu milhares de embalagens individuais enviadas para diversas lojas. O sistema permitiu que a gigante do varejo pudesse “obter dados cruciais a partir de um único recibo” sobre uma embalagem individual, incluindo informações sobre o fornecedor, onde e como o alimento foi cultivado ou produzido e quem o inspecionou, conforme relatado pela Bloomberg. Desse modo, se ocorrer um surto de doença transmitida por alimentos, a Wal-Mart Stores estará melhor preparada para recolher somente as embalagens afetadas, o que é preferível do que retirar estoques inteiros de suas prateleiras.

Outras empresas também estão seguindo os esforços de blockchain da IBM. O The New York Times relata que a Maersk anunciará em breve o uso do blockchain da IBM para monitorar abacates, flores e peças de máquinas transportados por seus navios de carga. O governo de Dubai também está trabalhando com a IBM para rastrear as mercadorias que entram e saem dos seus portos.

Juntamente com os benefícios do rastreamento de produtos, esta plataforma digital também pode aumentar a eficiência do porto. A Maersk precisa lidar com as montanhas de papelada que acompanham cada produto transportado. Um único contêiner poderia exigir selos e aprovações de cerca de 30 entidades, inclusive funcionários aduaneiros e fiscais e autoridades de saúde. Se algum desses documentos estiver faltando, os produtos podem ser retidos nos portos por vários dias e acabar estragando antes mesmo de chegar ao cliente final. Como resultado disso, o custo de gerenciamento da documentação é quase o mesmo custo de mover fisicamente o contêiner. E mesmo se a documentação de embarque estiver disponível, ela pode ser adulterada ou fraudulenta. Mover-se para uma plataforma blockchain reduziria a quantidade de peças físicas de documentos e asseguraria que todas as informações sejam tão precisas quanto possível.

A Maersk já testou este sistema no ano passado, acompanhando um carregamento de flores de Mombaça, no Quênia, até Roterdã, Holanda. Depois deste sucesso, a Maersk expandiu os testes para rastrear abacaxis da Colômbia e tangerinas da Califórnia.

Ainda assim, algumas pessoas continuam céticas sobre o uso de blockchains e não estão convencidas de que o sistema oferece eficiência em comparação com os métodos de rastreamento existentes. Um dos obstáculos é que todas as pessoas que tocam em um produto precisam ser envolvidas no processo de blockchain ou o histórico do produto será incompleto e não mais confiável do que os registros anteriores que não passavam pelo blockchain. Por outro lado, os defensores argumentam que essa tecnologia é tão significativa quanto a invenção da internet. Os blockchains, dizem eles, podem proporcionar uma linguagem universal para coletar, armazenar e compartilhar informações valiosas.

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