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Alta tecnologia até nos vinhos

ASCM CEO

Friday February 17, 2017


APICS-Supply-Chain-Management-Now

A fabricação de vinhos pode ser uma arte antiga, mas muitos produtores usam atualmente tecnologias especializadas para ganhar vantagens competitivas neste lucrativo setor, conforme artigo publicado no dia 10 de fevereiro na TechCrunch.

“O uso de tecnologia e ciência para obter todas as vantagens possíveis pode ajudar os produtores a reduzir custos e preços, obter uma pegada ecológica menor e oferecer vinhos da mais alta qualidade”, afirma Lora Kolodny na TechCrunch.  Com essas vantagens, essa fatia do mercado pode valer muito. De fato, o Wine Institute estima que só o vinho da Califórnia representa US$ 31,9 bilhões em vendas líquidas e US$ 1,6 bilhão em exportações.

Além de aviões, helicópteros e drones, atualmente as vinícolas usam sensores, aplicativos e outros aparelhos em campo para coletar e monitorar dados do cultivo. A TechCrunch faz o perfil da Treasury Wine Estates, empresa detentora da Beringer, Sterling Vineyards, Stags’ Leap, dentre outras, e observa como o produtor de vinho está usando a tecnologia mais avançada para proteger e aperfeiçoar suas colheitas.

“Em alguns de seus vinhedos, a Treasury Wine Estates usa aplicativos móveis para conectar os gerentes com os trabalhadores em campo, além de tratores equipados com sistemas de alta tecnologia que permitem a eliminação de detritos, fazem a colheita e separam as uvas de forma eficiente; ademais, sensores instalados no solo conseguem avaliar a qualidade do solo ou das plantas, rastrear o clima e ajudar na gestão das irrigações; sem falar nos lasers instalados em carros que conseguem medir com precisão as vinhas e as folhas”, revela Kolodny.

É isso mesmo: lasers. Os lasers medem o crescimento e o equilíbrio das vinhas, algo que os produtores chamam de índice para o corte da fruta. Os produtores usam essas medições aliadas a outros dados, como informações sobre secas, tempestades e os mais diversos fertilizantes, a fim de fazer ajustes e minimizar a variabilidade.

Por exemplo, “nos últimos três meses, a Califórnia passou de um estado que tinha 88% de sua área dominada pela seca para um território com 59% de área nessas condições”, diz Kolodny. “Essa mudança radical poderia impactar o sabor de determinado vinho se o produtor não estivesse acompanhando de perto.”

Outra ferramenta que os trabalhadores da Treasury Wine Estates usam é o Pulsepod, fabricado pela Arable. O Pulsepod mede uma grande variedade de fatores, dentre eles o índice exato de chuva e a cor das uvas na vinha. A base do aparelho, movida a energia solar, envia dados para a nuvem, permitindo que os produtores de vinho prevejam com mais eficiência o retorno da colheita.

As vinícolas também usam outro aplicativo, desenvolvido pela Skycision, para operar os voos dos drones. A partir do aplicativo da Skycision, os produtores examinam dados (coletados por uma câmera de alta definição no drone) para identificar pragas, vinhas doentes e ervas daninhas.

“Cultivos de alto valor como as uvas tendem a sofrer grande disseminação de doenças, fazendo com que os produtores tenham que eliminar grandes quantidades de vinhas”, afirma Kolodny. “Dados mais precisos ajudam a eliminar apenas o necessário, ou, o que é ainda melhor, a evitar que a doença se espalhe”.

Mas nem todas as tecnologias se originam de outras empresas. Will Drayton é o diretor de inovação da Treasury Wine Estates. Ele explica que a empresa desenvolveu seu próprio aplicativo de mapeamento e roteamento para ajudar os operadores de colheitadeiras a fazer quais campos precisam de colheita, irrigação ou aplicação de fertilizantes.

Seja tinto, seja branco, o futuro é a alta tecnologia

É preciso provar para atestar. O artigo da TechCrunch não traz os resultados das experiências da Treasury Wine Estates com o uso dessas tecnologias. Alguns produtores argumentam que a adoção de todos os dispositivos tecnológicos que surgem não traz necessariamente melhorias para o vinho. Entretanto, o uso efetivo da tecnologia pode ajudar a reduzir os custos de produção e os preços dos vinhos.

Considere a seguinte definição de resiliência encontrada no Dicionário APICS, 15ª edição: “Na cadeia de suprimentos, a capacidade de voltar a uma posição de equilíbrio após passar por um evento de desestabilização dos resultados operacionais. Aumenta-se a resiliência aumentando-se estrategicamente o número de opções de resposta e/ou diminuindo-se o tempo de execução dessas opções. Melhora-se a resiliência monitorando e controlando riscos.”

Não importa se sua empresa produz vinhos ou monta carros, o risco sempre desempenhará um papel no negócio. Como é possível reduzir o risco e aumentar a resiliência? O aumento do uso de tecnologias pode reduzir riscos? A APICS pode ajudar você a encontrar respostas para essas complicadas perguntas. Por exemplo, juntamente com o Instituto de Previsão e Planejamento Empresarial, a APICS apresentará uma conferência sobre os melhores em planejamento de vendas e operações, de 16 a 17 de junho, em Chicago. Esta conferência aborda as últimas tendências e as melhores práticas na gestão de operações e cadeias de suprimentos, incluindo a gestão e a mitigação de riscos através do planejamento de vendas e operações. Para mais informações sobre o evento ou para fazer sua inscrição, acesse http://www.apics.org/best